O Android que é gratuito poderá não ser mais, diz Google

O Google é acusado pela União Europeia de obrigar os fabricantes de smartphones a pré-instalar aplicativos, como o de busca e o YouTube, nos telefones em troca de usarem o sistema, o presidente executivo do Google, Sundar Pichai, disse que a empresa vai recorrer da multa de € 4,3 bilhões (cerca de R$ 19,4 bilhões), vamos lembrar que o Android é o sistema operacional mais usado no mundo e essa decisão pode ter um impacto direto.

O Android é utilizado por 80% dos dispositivos móveis, foi criado em 2008 para competir com o Iphone da concorrente Apple e ganhou rapidamento o mercado por ser um código aberto e gratuito mas dependendo da decisação o modelo de negocio que hoje é usado por 1,3 mil fabricantes pode ser mudado, a Google estima que existam 24 mil modelos de dispositivos com a plataforma, que hoje possui mais de 1 milhão de aplicativos.

Existe a possibilidade do Google cobrar pelo software utilizando um modelo similar da Microsoft para o Windows caso o acordo fosse proibido na Europa no blog oficial Pichei diz que “O Google investiu bilhões de dólares para fazer do Android o que ele é hoje” e disse mais “Esse investimento faz sentido porque podemos oferecer aos fabricantes a opção de pré-instalar um conjunto de aplicativos populares, alguns que geram receita para o Google.”

Reinaldo Sakis gerente de pesquisas da consultoria IDC disse que “A estimativa mais plausível é de que esse valor seja repassado aos consumidores.” e disse mais “Pela falta de opção, os fabricantes podem optar por pagar pelo Android, caso seja necessário”, elevando os preços dos smartphones na Europa.

Fernando Meirelles professor de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) diz “O Google vai ter que dar um jeito, porque não dá para levar multa de US$ 5 bilhões toda semana”, e mesmo com a decisão contrária ao Google o impacto será pequeno.

Pichai diz “Se os fabricantes não puderem instalar os aplicativos num grande número de dispositivos, isso pode prejudicar o equilíbrio do ecossistema do Android”, hoje as buscas realizadas pelos dispositivos já representam mais da metade dos resultados de buscas e se a decisão da União Europeia se consolidar vai atingir em cheio a principal fonte de receita do Google.

Toda investigação foi iniciada sob a suspeita de que o Google constrangia fabricantes como Samsung, Sony, Motorola e Huawei a pré-instalar a busca da empresa nos dispositivos com Android, só assim, os aparelhos poderiam oferecer também a loja de aplicativos Play Store, essas informações foram divulgadas por Margrethe Vestager comissária de concorrência da União Europeia que iniciou a investigação há três anos.

Ainda na investição Margrethe Vestager aponta que o Google transformou o navegador de Internet Chrome e a busca do Google em padrão após pagamento a alguns fabricantes e operadoras de telecomunicações.

Margrethe Vestager diz mais “O Google aplicou práticas ilegais para consolidar sua posição dominante sobre o mercado de pesquisa online. Isso prejudica os consumidores e é ilegal” e ainda adverte “O Google deve cessar suas práticas nos próximos 90 dias, caso contrário corre o risco de novas penalidades.”.

 

Fonte: Terra

 

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