Sem investimentos não existe igualdade digital

Sem investimentos não existe igualdade digital, Enylson Camolesi, diretor de relações institucionais da Telefônica/Vivo, explica que o Brasil tem base em cima da telefonia de voz que está em declínio, mas aplaudiu a decisão Contas da União (TCU) liberando a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para firmar acordo entre Telefônica/Vivo para converter multas em investimentos, dizendo: “O PLC 79 é uma oportunidade de a gente sair daquela visão do século 20 e começar a olhar para a banda larga. O parlamento tem uma responsabilidade muito grande. Queremos a migração da concessão para autorização, e desonerações revertidas em investimento em banda larga”.

As operadoras fizeram um acordo alterando “concessões” para “autorizações”, em troca de certos compromissos de investimento, para que haja investimento em banda larga e Internet das Coisas, para se ter uma ideia hoje a população mais pobre só acessa internet do celular com limitação a aplicativos como Facebook e WhatsApp.

Já nas escolas públicas a média é de 3 Mbps e nas casas dos brasileiros a média sobe para 6,8 Mbps onde poucos mais da metade dos brasileiros tem acesso à banda larga, ficando abaixo de média mundial que é de 7,2 Mbps por isso o investimento é fundamental para redução da desigualdade digital no país, segundo conclusão unânime dos especialistas ouvidos na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e discussão em reunião no Senado a Política Nacional de Banda Larga e o futuro da “Internet das Coisas”.

Está em estudo a ampliação da capacidade do 4G no Acre segundo o Senador Jorge Viana (PT-AC), responsável na CCT pela avaliação da Política Nacional de Banda Larga já o diretor de relações institucionais da TIM Brasil Leandro Guerra pediu prioridade das políticas públicas para o backhaul, conexão intermediária entre o backbone, a “autoestrada” que leva a fibra ótica às maiores cidades do país, e a “última milha”, a ligação final leva a banda larga às casas.

Segundo Flávia Lefèvre Guimarães, conselheira da associação de defesa do consumidor ProTeste, seria importante aplicar a regulamentação já existente, usando efetivamente o Funtel (Fundo Nacional de Telecomunicações) e o Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) para os fins para os quais foram criados.

Criticando a prioridade dada à banda larga móvel o vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações Alberto Paradisi, “Na taxa atual de crescimento, se deixar que o setor privado resolva, o Brasil vai levar de 30 a 40 anos para incluir 80% a 90% da sua população. Temos tempo de aguardar isso? Como avançar? Reconhecendo o problema. Se o Brasil quiser resolver seu problema de longo prazo, tem que investir em fibra ótica. O metro de fibra custa menos que o cobre.”

Na próxima semana vai ser anunciado pela Câmara de Internet das Coisas, o Plano Nacional de Internet das Coisas reunindo mais de 50 instituições segundo Guilherme de Paula, analista de infraestrutura do MCTIC.

Em Outubro desse ano os municípios que tenham maior número de habitantes e estejam menos conectados sendo sua maioria nas regiões Norte e Nordeste vão ter prioriodade no Plano Nacional de Conectividade apresentado por Artur Coimbra, diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Fonte: idgnow

 

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